10.11.09

20 Jahre


Na altura, com nove anos acabados de fazer, percebi que tinham deitado abaixo aquilo que separava uma cidade ao meio, embora não percebesse muito bem como é que se podia fazer isso - dividir uma cidade. Senti que era um momento importante na História, que permitia a união de um povo - ein Volk -, embora me espantasse sempre que imaginava famílias e amigos desunidos por por uma barreira material, física. Achava uma aberração um país civilizado, no centro da Europa, ter uma divisória que afastava pessoas e negócios, culturas e modos de vida, independentemente das divergências políticas, que, essas sim, pareciam inconciliáveis.
Quando era criança descobri uma enormidade de aberrações, que, enquanto adulta, aceito e até acho, por vezes, que não poderia ser de outra maneira. Também sei que isto é a minha cabeça corrompida pelas convenções sociais e por aquilo que é assim porque tem que ser e não há mais discussões porque nem sequer alguém questiona.
Passados vinte anos, ainda me lembro, pelo menos, de como ficava surpreendida em criança. Daqui a mais vinte como será?!

1.11.09

C'mon lets get high

Well I sit here
Sentimental footsteps
and then a voice said hi, so,
So what ya got, what you got this time?


Dia 2 de Dezembro, no Campo Pequeno.

Lugar garantido.

ai

29!

25.10.09

distopia


24.10.09

Bart DeLarge


alex








Com uns anos de diferença...


Se continuasse a ajudar o governo passando por experiências inovadoras, talvez hoje tivesse esta aparência, mesmo no contexto da Clockwork Orange. Seria eventualmente um ministro, de fato e gravata, infligindo em jovens drucos métodos alternativos de conversão. Teremos sempre Ludwig.

17.10.09

acontecimentos

e entretanto já houve legislativas e autárquicas (e quase futuras-presidenciais) e santiago e invicta. e ski, e...

F(L)ATE


You all, everybody
You all, everybody
I don't like you stupid people
Wearing expensive clothes
You all everybody
You all, everybody

You all everybody

And will you get the message now?
When i cross my heart and shout it out damn loud?

lost


Mais uma série que começa com uma ideia idiota - lembram-se de Prison Break?! - e que, ultrapassada a resistência inicial, nos prendeu rapidamente até devorarmos as cinco temporadas até agora disponíveis (em Janeiro haverá novidades).
O absurdo disto tudo é que agora não sentimos a falta de uns cinco ou seis personagens que se dedicaram, durante quatro seasons, a entrar e a sair da prisão; não, não, agora só sentimos falta de uns dez ou onze rapazes e raparigas - mais rapazes, há que admiti-lo - que se perderam num ilha que muda de sítio, após um (dois?) acidente aéreo a la Air France.
O melhor resumo da série foi feito em dois minutos pelo Hurley (o único cuja alcunha vingou e não foi da autoria do Sawyer - ou melhor, do James). Aqui.

too much in love

First day with the jar
You find
Everyone lies
First day with the jar
You find
Everyone lies, nobody minds

Everyone lies
Where is the man you respect ?
And where is the woman you love ?
Where's the woman you love ?

Third week with the jar
You find
Everything dies
We won't vote Conservative
Because we never have

Everyone lies, everyone lies
Where is the man you respect ?
And where is the woman you love ?
Where's the woman you love ?

Everything of worth
On Earth
Is there
To share

I used to dream, and I used to vow
I wouldn't dream of it now
We look to Los Angeles
For the language we use
London is dead, London is dead
London is dead, London is dead
London is dead, London is dead
Now I'm too much in love
I'm too much in love

I know
I'll go
Empty hand
From the land

20.9.09

Zoo


Sim, é verdade, orgulhosamente nos rendemos ao zoo de Lisboa, regressados após anos de ausência marcada pelas idas traumáticas na infância, quando viamos os bichos enjaulados ao molho, num ambiente sujo e decadente. Na adolescência, as idas ao zoo significavam uma fuga à escola ali tão perto, quando o convívio no cafézinho era mais apetecível do que a visita aos animais. Agora, porém, uma pessoa (adulta!) vai até ao zoo e sente-se num espaço civilizado, onde se percebe, sabe e vê que os animais são efectivamente bem tratados, têm espaços à medida e vivem talvez mais livres e a salvo do que no seu ambiente natural. Aquele verde ali no meio da cidade, por onde nos perdemos, e quase tocamos na pantera ou nos tigres, como nos golfinhos e elefantes, girafas e ursos, todos em ambiente devidamente adaptado. Destaque natural para os nossos primos gorilas, cujo jantar tivemos a sorte de acompanhar. Até iogurte/arroz dado na boquinha à colher tiveram direito.
Quando cada vez mais dizemos mal de tudo e de todos, chegamos ali e encontramos uma réstia de esperança. Alguém chegou ali e deu a volta ao texto, recorrendo a patrocinadores privados - como tem que ser - e revirando dos pés à cabeça aquele sítio privilegiado, onde foi dado protagonismo a quem o merece - os bichos.

5.9.09

basterds (e outros)


Grande destaque para Christoph Waltz, o odioso Coronel Landa, avassalador logo à partida, no primeiro diálogo do filme.


O carismático Alex, de Goodbye Lenin , e o inesquecível Jan, d'Os Educadores (Die fetten Jahre sind vorbei), agora catapultado para a cena hollywoodesca (se a podemos caracterizar assim quando estamos a falar de Tarantino).

E, claro, o Lt. Aldo Raine aka Brad Pitt, ou o melhor amigo do comissário Rex, o cão polícia, e as duas senhoras, uma francesa e outra alemã.

inglorious basterds


You see, we're in the business of killin' Nazis, and boy, business is boomin'.

Uma tarantinada inquestionável, passada numa frança invadida por nazis e pronta a ser salva por americanos abastardados.
Com um elenco à altura - é muito copinho de leite (e strudel - com natas).

masterpiece(s)

deolinda


E é a mudar que vos proponho!
Não é um passo medonho em negras utopias;
É tão simples como mudar de posto na telefonia.
Proponho que troquem convosco e acertem com a vida!


(primeira vez ao vivo não desiludiu. músicos consistentes a darem corpo a canções acima da média. falta ver e ouvir em auditório, onde certamente grupo e música se redimensionarão).

dream again

Don't be afraid if you hear voices
Or feel the sweet air
Spoken upon you
Sometimes the sound
Of a thousand
Whispering words
Of Hope will reassure
Show me the future
Will see us join together
If the oceans split
Or the mountains sigh
Then I
Will keep on dreaming
I live to dream again

joaquin



Sometimes we leave everything to find ourselves.


Do realizador de We own the night, com o mesmo actor protagonista, Two Lovers mostra-nos a distância entre o sonho e a realidade, entre o desejo e o possível ou simplesmente entre o inconsequente e infantil e o final feliz. O melhor do filme são as cenas filmadas no quarto de Leonard, onde a câmara nos conduz de forma certeira, sem esquecer a força dramática do actor tornado rapper... sigh.

workworkwork

e planos, sempre planos veraneantes.

29.7.09

nicknames

no início era a menina azul e foi assim que conheci a maior parte das pessoas cujo contacto se mantém até hoje. quando o senhor doutor deixou de dar comprimidos para dormir apelei à flor na forma menos comum, gerbera, intercalada por momentos entediantes como tediosa. passei depois a fazer as despedidas com there is a light that never goes out, embora, por vezes, passasse a mensagem de how to disappear completely. quando abandonei o liffey, passei para uma different cloud, mas foi como miss isto e miss aquilo que baralhei os géneros: miss writer e miss brightside. depois disso não me lembro, mas já cheguei a pedir take me out e Jacqueline também não ficaria mal - porque it's always better on holiday.

21.7.09

And I just can’t look - it's killing me...


...And taking control

20.7.09

some things slide by so carelessly...



No dia em que passam 40 anos sobre a chegada do homem à lua, é curioso perceber a coincidência temporal com o levitar geral gerado pela Spaceman, no sábado à noite, no restelo. A música, de qualidade duvidosa mas divertida, soou duplamente nessa noite, seguidinha e em versão integral, num déjà vu como nunca tinha visto. É claro que essa brincadeira nos custou a Bones, mas marcou "o" momento num concerto há muito esperado, em plena comunhão entre público e banda.
Brandon Flowers, uma personagem realmente intrigante, prometeu não demorar tanto tempo a regressar. Can you read my mind?

11.7.09

More than just a leitmotiv

No hesitation No delay You come on just like special K Just like I swallowed half my stash I never ever want to crash No hesitation No delay You come on just like special K Now you're back with dope demand I'm on sinking sand Gravity No escaping gravity Gravity No escaping Not for free I fall down Hit the ground Make a heavy sound Every time You seem to come around

6.7.09

T.I.A.


Sometimes I wonder... will God ever forgive us for what we've done to each other? Then I look around and I realize... God left this place a long time ago.

Um filme fracote e bastante hollywoodesco, assim se resume. No meio de tanta tragédia ainda é criado um clima de romance e, claro, ao fim de tanta correria, os bons triunfam, num reencontro totalmente surreal. Os maus, por seu lado, são denunciados e o mauzinho expia os seus pecados praticando o bem no fim da sua tempestuosa vida.
Os actores prendem-nos, mas aquele fim - irrealisticamente esperançoso - é nada mais do que areia para os olhos.
Sobre o conflito na Serra Leoa e o relato na primeira pessoa dos muitos Dia's transformados em meninos-soldado, recomenda-se este livro.

5.7.09

life goes on





Campeoníssimo! E sempre em grande estilo...





Em Roland Garros igualou o record de Sampras (14 títulos de Grand Slam), em Wimbledon superou, juntando a 6.ª taça deste torneio mítico às 5 que já tinha lá em casa (e nos ténis). E o n.º 1 é dele outra vez.

2.7.09

Sometimes I feel like a sad song.

27.6.09

angélica

no nosso último encontro, acariciou-me com as suas mãos quentes de dedos longos e unhas sempre impecavelmente pintadas de vermelho. abracei-a e quis guardar para sempre aquele abraço, depois de tantos abraços que me encheram os dias de ternura e de esperança. disse-lhe que voltaria no verão para vê-la e a verdade é que voltei.
ela era (o tempo verbal também fala) a minha "
" e falava de mim referindo-se à "minha menina". nunca mais ninguém me vai chamar assim.
quando me achou crescida foi para a sua casa, virada para a serra, e passou a enviar-me todos os meses cartas, cartas de amor.
numas férias grandes e descansadas como as que antigamente havia ficámos com ela um mês, e esses trinta dias converteram-se num chamamento à terra, que ainda hoje lembramos.
quando completou noventa anos juntou os "
velhotes" da aldeia, como lhes chamava, embora todos fossem mais novos do que ela.
exercia claramente as suas preferências, não fugindo à controvérsia. de vez em quando soltava um grito que punha todos em sentido e, nos últimos tempos, esse grito era interpretado como um sinal de vitalidade. pudera eu escutá-lo agora...
e agora o que tenho é um vazio tão cheio como nunca sentira.
That's life, that's what all the people say, e tudo o que resta é a memória. e a saudade.

25.6.09

quinta-feira negra de verão

porque só a memória resta.

13.6.09

amstel dam


é um jardim - por toda a parte flores, cores e aromas.



são bicicletas - personalizadas e ecológicas, são as rainhas da cidade.



é cultura - um bairro dos museus absolutamente triunfante.



é liberdade - obviamente, com responsabilidade (estamos na holanda, note-se).



são feiras e mercados - tudo ao ar livre (numa cidade fria e chuvosa).




e, claro, são os canais. água e pontes.

coisas de comer

restaurante na calçada da ajuda, com ambiente tranquilo e acolhedor, serviço prestável e comida -nhamii- muito saborosa, a preço acessível.
recomenda-se.

28.5.09

Pep



Guardiola é daquelas figuras que povoaram a minha adolescência, há que dizê-lo com frontalidade.
A primeira vez que fui a Barcelona fiz questão de ir a Camp Nou tirar uma foto com aquele jovem guapo. Mas não era só isso que me cativava: Guardiola sempre foi um jogador consensual, tendo tanto de talento como de gentleman. Sempre foi, aliás, muito considerado em Espanha, mesmo pelos adversários mais renhidos.
Símbolo do Barça, capitão, dono do meio-campo e avassalador quando se punha com aqueles passes longos para a direita ao mesmo tempo que olhava para a esquerda, e vice-versa, Pep entrou para a história.
38 anos, 1.º ano como treinador profissional à frente de um grande clube, conquistou campeonato, taça do rei e liga dos campeões, ao Manchester United. O triplete quase inalcançável.
Visca el Barça!

22.5.09

finito.


Acabei ontem de ver o último dos últimos do Prison Break. Foi a única série, desta nova geração de séries, de que não perdi qualquer episódio, pese embora a tortura da terceira season. Foi a série que comecei a ver a meio da segunda season e, às tantas, decidi recomeçar tudo de novo, desta vez do princípio. As duas primeiras são "as" seasons, em que a inteligência e o inesperado imperam. Episódios atrás de episódios até às tantas, e depois uns breaks para fazer render um bocadinho mais. Agarrar o ímpeto e esperar para ver em conjunto era prova de amor suprema. Das nossas conversas farão sempre parte o Mahone, o Bellick, a Gretchen, o Mãozinhas, a Sara, o Sucre, o Linc e, claro, o Michael. Breaking out was easy, getting away will be hard.

16.5.09


When the rain is blowing in your face And the whole world is on your case I could offer you a warm embrace To make you feel my love When the evening shadows and the stars appear And there is no one there to dry your tears I could hold you for a million years To make you feel my love I know you haven't made your mind up yet But I would never do you wrong I've known it from the moment that we met No doubt in my mind where you belong I'd go hungry, I'd go black and blue I'd go crawling down the avenue There's nothing that I wouldn't do To make you feel my love The storms are raging on the rollin' sea And on the highway of regret The winds of change are blowing wild and free You ain't seen nothing like me yet I could make you happy, make your dreams come true Nothing that I wouldn't do Go to the ends of the earth for you To make you feel my love